Sobre as malas

(Completará 6 meses que nos mudamos de Campinas SP para Amsterdam. E um dia desses estava trocando umas ideias com uma irmã em Cristo, que fará algo parecido em escala e fiquei com vontade de escrever algumas coisas sobre isso)

Fazer as malas foi difícil. Eu lembro que dei uns google para ver se encontrava alguma dica de como decidir o que ia na mala e o que ficava para trás, e é lógico que essa resposta não estava no Google, ela seria só minha e da minha família né, mas eu queria compartilhar um pouco a conclusão filosófica que eu cheguei nesse processo, até mesmo para me lembrar depois.

Vou começar pela conclusão: faça a mala de mudança seguindo a ordem inversa do processo de destralhamento da Marie Kondo.

Nos flutuavamos entre achar que nada importava, podíamos vender/doar tudo e boa, e entre valorizar a história de cada uma daquelas coisas com a gente, tipo quem deu aquele presente de casamento, ou a festa que usamos determinado item. Porque as coisas guardam essas histórias também, sou arquiteta urbanista, todas as aulas de patrimônio tiveram alguma influência aqui dentro, e de fato contar uma história com um documento histórico tem peso.

Nesse vai e vem, eu fui atrás de container para mudança e de ajuda para me desfazer de tudo, bem, nenhuma das duas rolaram por aqui, mil motivos pessoais que não encaixam na conclusão. Por fim, a nossa situação era: mudança com 6 malas para levar no avião.

Se mudar, apenas com malas, para outro país é um enorme processo de destralhamento, mas muito mais que isso, muita coisa querida ficará para trás, não tem o que fazer. Então, a minha conclusão é que o melhor a fazer é começa por aquilo que você não vai encontrar no outro país de forma alguma. Itens de valor pessoal/sentimental e por aí vai.

Nesse processo, trouxemos bem pouca roupa, trouxemos muitos itens de valor pessoal, trouxemos muitos livros em português, livros que definem eu e o Felipe, e livros para as crianças. Trouxemos poucos brinquedos, apenas brinquedos que a Joana brincava muito mesmo e que eram da categoria open ended toy (brinquedo que permite brincar livre, com muitas possibilidades).

Olhando, 6 meses depois, eu diria que traria menos roupa ainda, e mais livros, tenho sentido falta de alguns.

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