Sobre as coisas

Eu lembro de uma das primeiras vezes que pensei sobre as coisas que nos rodeiam, eu tinha ido viajar de férias com minhas família (meus pais e meus dois irmãos) para a praia, e ficávamos numa colônia de férias em pequenas casas, que tinham dois quartos, um banheiro, uma pequena cozinha, uma sala e uma varandinha com rede. A casa era toda pintada de branco, sem quadros, com pé direito bem alto e inclinado junto com o telhado, e eu lembro da deliciosa sensação de liberdade que ter tão poucas coisas e tão poucos ambientes me causou, eu tinha uns 12 anos.

Não, eu não morava em uma mansão, mas tínhamos um quarto para cada filho, a suíte dos meus pais, mais um banheiro, uma cozinha e sala grandes, e uma biblioteca (pais estudiosos tem bibliotecas em casa). Um quintal agradável e dois cachorros.

Mas no verão seguinte, eu resolvi viajar com apenas a mochila que eu ia todo dia para escola com roupa, pouquíssima roupa que eu lavava todo dia conforme usava, e que vejam bem, voltei para casa com várias roupas sem usar da minha pequena mala, aquela sensação era deliciosa e de liberdade, e então eu comecei a pensar em tudo que eu tinha.

Isto já tem muito tempo, tive mais uma experiência muito boa sobre não ter quase nada durante um intercâmbio de 5 meses na Argentina, mas mesmo assim eu não sou uma pessoa minimalista hoje em dia.

E a verdade, é que eu não sei exatamente porque, eu adoro o tema, adoro o conceito, tento comprar poucas coisas, não ter nada repetido, mas se você olhar minha casa, você nunca dirá que sou minimalista.

Então, neste feriado, assisti o documentário finlandês My Stuff

devido a indicação do lindo site/blog Casa Chaucha.

Achei sensacional o projeto, e acompanhar o desenrolar dele, confesso que muitas vezes tenho este sentimento de sufocamento pelas coisas que possuo, e queria muito poder tirar tudo, e só colocar de volta o que não me cause esta sensação.

Conclusão, nenhuma, só queria juntar tudo isto por aqui, organizar minhas ideias e sentimentos sobre tudo isto.

Vou deixar então a conclusão do Petri:

“Possuir é uma responsabilidade e as coisas são um peso. Sou eu quem decido que tipo de peso quero carregar.”

2 comentários sobre “Sobre as coisas

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