Primeiros mil dias a des-envolver-se

Querida Joana,

Últimos dias do outono, me alegro vendo um Ipê rosa florido, aprecio as mexerica suculentas e tudo isso faz meu coração dar uma pequena palpitada, foram assim os primeiros dias logo que você chegou. Dias desse céu azul, dias que comecei a te conhecer para além dos chutinhos que eu sentia dentro de mim. E estamos aí, nessa caminhada de 2 anos de você do lado de fora, e dos seus primeiros 1000 dias, os dias dentro e os dias fora da barriga.

Dizem que estes primeiros mil dias são os mais importantes em vários aspectos do desenvolvimento de um ser humano. E outro dia sua avó me falou algo muito legal sobre esta palavra, des-envolver, deixar de estar envolvido, eu olho e vejo que é isto mesmo. Deixou de estar envolvida pelo útero e pala placenta e está cada vez menos envolvida em mim e no seu pai, mais solta de nós. Já faz quase tudo que as pessoas tinham uma ansiedade enorme para você fizesse, seu tio Andre começou a me perguntar se você andava quando tinha uns 15 dias, seu pai queria muito que você falasse, sua avó queria te levar pro parquinho e a lista pode continuar por várias e várias linhas, e agora é isso, parte destas coisas você já faz sozinha, sem a necessidade de eu estar envolta de você.

Tem sido maravilhoso e desafiador acompanhar este movimento, tem me feito reformular muita coisa do lado de fora e do lado de dentro. Não sei como sentirei nos próximos anos, mas hoje sinto que ainda é brusca a mudança dos momentos que você precisa estar envolta dos que você precisa estar sozinha, mas vejo uma consciência cada vez maior sua das diferenças destes momentos.

E o que eu desejo nestes seus dois anos? Desejo que você tenha a volta outras pessoas para quem olhar e encontrar exemplos e apoio, desejo que eu e seu pai saibamos discernir bem este processo, sem sufocar e sem desamparar, desejo que mais que tudo Deus continue te protegendo e guiando nesta caminhada só sua.

Com carinho,

da sua mãe.

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Práticas devocionais e minha experiência pessoal

Estou aqui celebrando mais um aniversário, não meu, mas de um habito que venho alimentando.

Eu sou cristã, frequento uma igreja protestante desde os 16 anos (quando me converti) e de lá para cá já tive diferentes experiencias com o que chamamos de devocional, que são exercícios da nossa fé no nosso cotidiano (minha definição bem simples). Conforme fui mudando, crescendo, amadurecendo por incrível que pareça chegou um momento em que manter este habito parecia algo incrivelmente difícil de ser levado adiante, o que me causava uma angustia. Nos, cristãos protestantes, acreditamos que isto sustenta nossa vida espiritual juntamente com a comunhão na igreja.

Chegou um momento, 2 anos atrás, que uma amiga indicou uma página do facebook, a página do Lecionário, e naquele momento, um pouco antes ou depois da Pascoa, eu baixei o folheto com as indicações das leituras e iniciei uma nova caminhada na minha vida devocional. Está sendo transformador, nem todos os dias eu li, na época estava já no final da gestação da Joana, então posso dizer que até mesmo nem todas as semanas, porém me  lembro claramente da sensação de maravilhamento daquelas leituras de antigo testamento, novo testamento e os salmos conectados com o tema da pascoa, seguido daquela sensação de eureca inicial, este ferramenta tem aberto grandes espaços na minha vida para o trabalho de Deus. 

(Se você quiser entender mais sobre o Lecionário, recomendo a leitura deste texto aqui.)

Desde então a parte que mudou completamente minha relação pessoal e espiritual foram os Salmos, eu achava eles muito difíceis, e desde que havia lido o livro “Lendo os Salmos” do CS Lewis que eu vinha buscando uma nova relação com esta parte da bíblia, mas sem grandes progressos. Mas a repetição da leitura dos Salmos proposta pelo Lecionário e sua conexão com o restante da bíblia tem sido o maior ganho ao longo deste caminho.

Os humanos são anfíbios – metade animais, metade espíritos (…) Como espíritos, pertencem à eternidade, mas como animais, habitam a temporalidade. Isso significa que, enquanto seus espíritos podem ser direcionados para um objeto eterno, seus corpos, suas paixões e sua imaginação estão em constante mudança – pois estar ligado a temporalidade significa passar por mudanças.

Neste processo em vários momentos me lembrava do trecho acima de Cartas de um diabo a seu aprendiz, do C.S. Lewis, que me trouxe uma nova visão sobre minha natureza, pois além deste ganho mais palpável intelectualmente em relação aos salmos, também ganhei e devo dizer ganhamos, estendendo para minha família, uma nova dimensão do tempo. O Lecionário organiza suas leituras de acordo com o ano cristão, então na leituras e reflexões estamos com o advento, o natal, a quaresma e a pascoa no coração e na mente. Esta nova dimensão do tempo, do ritmo, afetou nossas percepções dos afazeres cotidianos, das celebrações e como guardar o coração em meio a tudo que nos é apresentado exteriormente nestas estações. 

O que me faz retornar ao começo, a sensação de peso com as práticas devocionais se devia a quantas partes da minha vida estavam completamente desalinhadas com aquele momento. E não que hoje estejam todas completamente alinhadas, mas pela graça de Deus hoje eu quero que estejam.

Banca F I N A L

Chegou o dia, 13 de Dezembro de 2018, dia da Banca final de um processo que começou em março de 2011 (inicio da graduação de Arquitetura e Urbanismo), ou em março de 2018? ou em janeiro de 1989 (quando nasci)? Quando dizemos que algo começou? Quando decidir que acabou?

Este final está com um baita sabor agridoce, além de tantas questões da vida entrelaçadas com isto, tem também a sensação estranha que é chegar ao fim de algo tão grande e deixar morrer todas as outras coisas que poderiam ter sido. É uma especie de luto também. E estou aqui terminando a apresentação que farei em algumas horas e me deu vontade de escrever, de organizar os sentimentos, as ideias e os argumentos.

Argumentos iniciais

“O ato de habitar é o modo básico de alguém se relacionar com o mundo”

Juhani Pallasmaa

Todos moramos em algum lugar, é nossa segunda casca, logo após as nossas roupas. Como moramos é como nos relacionamos com o mundo. Esta é uma questão de relevância universal.

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“Quando o envelhecimento é aceito como um êxito, o aproveitamento da competência, experiência e dos recursos humanos dos grupos mais velhos é assumido com naturalidade, como uma vantagem para o crescimento de sociedades humanas maduras e plenamente integradas.”
Art 6º Plano de Madri 2002

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Qual o lugar para as pessoas idosas na nossa sociedade? Como esta relação começa dentro das suas próprias casas?

ARQUITETURA

O problema

Como pensar no usuário principal de um espaço sendo o idoso afeta as estratégias de projeto?

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Esta é uma abordagem importante, porém ela foca muito no que falta no idoso, comparado com uma pessoa jovem em plena capacidade, e não oferece exatamente uma visão humanizadora para o espaço, para agregar esta qualidade ao projeto recorri ao livro Uma Linguagem de Padrões, de Christopher Alexsander, por sugestão dos professores na primeira banca, e assim construí uma linguagem especifica para este caso, adaptando alguns dos padrões e criando outros para este caso especifico.

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Uma referência em termos de programa, de perfil de usuário e de questões legais, foi o programa do Estado de São Paulo Vila Dignidade, que junto a diversos outros programas faz parte do Sp Amigo do Idoso, que visa aumentar a qualidade de vida e garantir direitos básicos a idosos em situação de risco e vulnerabilidade.

A foto abaixo foi tirada em uma visita da Vila Dignidade de Limeira em Julho de 2018, e a visita trouxe importantes contribuições para entender esta realidade.

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E então nasceu o programa para a Vila das Andorinhas

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E por fim a implantação:

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A casa

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Ou Isto ou Aquilo

Cecília Meireles

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

Flores e frutos

As bodas

Cada aniversário de casamento, ou bodas, tem um nome. Papel, algodão, trigo e flores e frutas foram as que já comemoramos.

E nas duas últimas eu achei os simbolismos muito apropriados. Na nossa bodas de trigo, tínhamos uma bebê de um pouco menos de 2 meses nos braços, e toda a intensidade que acompanha este inicio. Quando soube que o tema da bodas era trigo, logo lembrei das palavras do meu Mestre

“Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer; dá muito fruto” (Jo 12.24)

E achei que isto combinava muito com o que vivíamos, tanto em nível individual quanto do nosso relacionamento, uma parte morre para poder dar frutos. E bem, talvez muita gente ache esta imagem horrível, em se tratando do campo romântico parece que as pessoas tem horror a mudanças – ainda mais se são consequências de filhos- e temos que manter acesa a “chama do inicio”, não consigo lembrar se já fui destas pessoas que possuía este horror, mas hoje eu não acredito em um amor, seja romântico ou não, que não mude com o tempo, e também não acredito na imagem dos bebês vampiros que tanto fazem propaganda por aí.

E chegamos a este ano, em que celebramos bodas de Flores e Frutas. Nosso aniversário de casamento é nas últimas semanas do inverno, em um inverno tropical onde nesta época eu já via várias coisas florescendo a nossa volta, e posso dizer que nós também. Meu profundo sentimento é de frutificação e multiplicação em muitos aspectos da vida. É uma fase tão bonita! Nunca imaginei ter estes sentimentos, atrelados com coisas tão ordinárias e ao mesmo tempo tão espirituais.

Flores e frutos, montanhas e mares
Sol, lua, estrelas nos céus a brilhar;
Tudo criaste na terra e nos ares
Todo o universo vem pois te louvar

Hino 32

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A árvore

E então chego na história desta árvore aqui, Felipe e eu caminhávamos, ainda namorados, e encontramos um antigo pé de pitanga com pitangas maravilhosas! Elas eram mais escuras que as pitangas normais, e muito mais doces. Comemos várias e guardamos as sementes. Felipe germinou as sementes, plantou em caixinhas de suco e de leite, deu algumas de presente de natal (inclusive no amigo secreto da família), e alguns meses depois veio nosso casamento. Bem, os pés de pitanga que ficaram com ele foram meio esquecidos na loucura que antecede um casamento e da mudança, e então encontrei um deles que ainda estava vivo. Criei coragem de plantá-lo no jardim da casa que alugamos. Alguns meses depois abrigamos o Popper, que acabou pisando e quebrando o galho da mudinha. E mais alguns meses o Popper nos deixa, e então a pitanga renasce. E com todos estes acontecimentos, de 2013 para cá, este foi o ano da primeira safra desta pitangueira, que nasceu de uma semente que precisou morrer para frutificar. Tão corriqueiro, tão comum, tão extraordinário.

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Foi uma colheita deliciosa. Está sendo. E sim, estou preocupada com a situação política do país, mas ainda sim, há razões.

TFG

Apenas em Outubro estou escrevendo aqui sobre meu Trabalho Final de Graduação (TFG). Lembrei-me que em algum momento da faculdade eu tinha pensado em fazer um blog documentando o processo do TFG, achava que seria legal depois olhar reler como foi todo o processo. Mas eu esqueci desta ideia tão boa, e estou só agora vindo escrever aqui sobre isto.

(Para quem não é da Arquitetura – Urbanismo, TFG é nosso TCC, costuma durar 2 semestres, e os alunos desenvolvem um projeto com orientação de um professor, ao longo do processo temos várias bancas e por fim vem nosso diploma de arquiteto urbanista)

Meu tema é habitação para idosos ativos. Eu tive vontade de trabalhar com este tema depois deste projeto fotográfico aqui. Fiquei pensando como era rico este envolvimento com o lar durante a terceira idade. A ideia ficou guardada no meu coração, mas rolaram vontades de outros temas, outras referências da minha vida. Basicamente comecei a pensar na arquitetura dividida entre ordinária e extra-ordinária, e então a maternidade me jogou com tudo para vida ordinária no sentido mais puro. Sim, hoje eu valorizo muito mais a vida ordinária, e acho que ela precisa de muito cuidado e afeto. Então a habitação voltada para os idosos me pareceu o tema mais relevante para eu trabalhar neste momento.

Pulando vários meses e etapas entre a decisão do tema e hoje. Hoje foi o dia que entreguei uma versão do projeto a ser avaliada por uma pré-banca. E eu estou feliz. Sim. Vim aqui mostrar um pouquinho do que produzi desde março e também documentar esta alegria, porque eu queria guardar ela em um potinho para poder lembrar em outros momentos que ainda estão por vir (só acaba em Dezembro). O processo de projeto, ainda mais um processo individual, é difícil, parece uma montanha russa, vai de estar achando tudo maravilhoso, até ter vontade de jogar no lixo, trancar o semestre e quem sabe recuperar a coragem em outro momento. Mas agora eu quero lembrar da alegria mesmo 🙂

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Desde que aprendi a ler, não me lembro de algum período da minha vida que não tenha lido muito. Sempre gostei, sempre tiveram muitos livros pela casa, e foi assim. No começo eram romances principalmente, Harry Potter no início da adolescência, até que chegou um momento que as leituras mudaram de tom, foi quando me converti ao cristianismo.

Com a juventude e início da vida adulta sempre quis ler sobre temas que estava vivendo, fui construindo algumas bibliografias particulares sobre casar, pensar na vocação, a relação da arte com a fé, toneladas de leituras sobre arquitetura e urbanismo e outros temas e tópicos.

Eis que chegou a gravidez, e bem, foi uma nova busca para conseguir informação para lidar com estes novos temas. Aqui foi a primeira vez que minha quantidade de leitura pareceu incomodar algumas pessoas, que acharam que tanta leitura torna tudo isto muito complexo. Mas segui, procurando formar mais uma vez minha lista pessoal sobre o assunto. Acredito que criar uma pessoa é algo muito especial, algo para ser levado a sério e com cuidado. E no meu processo, a leitura tem sido fundamental para alimentar reflexões sobre meu comportamento e escolhas

Decidi ler este livro do topo da foto porque queria dar um tempo das leituras sobre maternidade e criação de filhos (que são os que estão abaixo deste😬), foram leituras boas, mas também cansativas, estava ficando um pouco pesado pensar e ponderar tanto sobre este assunto, e estava precisando de outros ares. Pois bem, vários irmãos na fé estavam recomendando este livro, e comprei sem nem saber muito bem do que se tratava.

E eis que foi uma grata surpresa que ele também tratava, entre outros tópicos, sobre criação de filhos, e indo dentro de uma reflexão que venho tendo desde a gravidez: “ Como posso querer que meu filho seja diferente do que eu sou? Antes de questionar que mãe eu quero ser, tenho que questionar quem eu sou.” E bem, o livro trouxe o principal ponto para esta reflexão: O que eu amo? Como meus hábitos expressam o que ocupa meu coração? Afinal, sou o que amo.

E tocou nos principais pontos dos livros sobre educação de filhos que temos lido. Temos aprendido muito neste processo, desde a gestação a reflexão tem sido profunda sobre muitos aspectos da vida que vão além da maternidade/paternidade. E eu sou muito grata a Deus por estar trabalhando tanto assim em nós.

Fica aqui então a recomendação deste livro, depois venho falar dos outros 🙂

Amor que multiplica

O que vou descrever aqui, deve ser conhecido por muitos, mas nem por isso deve deixar de ser celebrado e anunciado.

Algumas semanas antes de ficar sabendo sobre a gravidez da Joana, recebemos a notícia que uma queridíssima prima estava grávida. Foi uma alegria enorme, eu ainda não tinha recebido este tipo de notícia de amigos chegados e família próxima.

Quando começamos a contar da gravidez para os amigos chegados e família próxima, eu fui surpreendida pela alegria, carinho e amor das pessoas. Estes sentimentos não eram muito conhecidos por mim. Lembro de tanto amor por alguém que eles (nem eu) conhecíamos, que eu fiquei maravilhada.

Alguns meses depois, as notícias de outras gestações começaram a chegar, dos amigos chegados e alguns não tão chegados assim, e eu fui me habituando a esta alegria pela chegada de uma criança. Então agora eu vejo como o amor que tenho pelos meus amigos apenas multiplica com a chegada de seus filhos, já é tanto amor por estas crianças, um amor imerecido, elas não fizeram nada por ele, mas são alvo de um sentimento muito genuíno e sincero.

Isto me maravilha muito, e sim, só consigo imaginar a beleza e grandiosidade do amor de Deus, amor imerecido por nos, mas tão real e forte!

P.s.: não consigo nem imaginar o que seja ser tia ou avó, o coração só alarga para caber tanto amor!

Itatiaia

Meio de última hora decidimos ir para Itatiaia, estávamos em dúvida se íamos para o Rio de Janeiro, Inhotim, senão fazíamos nada, se pensávamos em algum lugar mais perto, etc etc etc. A questão é que viajar com um bebê requer algumas ponderações, bem, acho que viajar de qualquer forma requer ponderações né, mas estas eram desconhecidas para nós. O que me ajudou muito foram as sábias palavras da Marcela no grupo de pós-parto (saudades) “Viajem para fazer o que vocês curtem, que o bebê vai curtir também”, pois bem, curtimos montanhas, trilhas, céu azul de rachar, inverno e coisa e tal, e vou dizer, foi muito bom. Nos curtimos, Joana curtiu, conhecemos um lugar novo, e nos sentimos muito descansados 🙂 Hoje editando as fotos durante a soneca da Joana, nem acreditei que tudo isto aconteceu e que foi tão bonito e tão bom.

Dia 1 – Viagem até Itatiaia e parte baixa do parque nacional07072018-IMG_1400.jpgNão se enganem, a distração com o livro durou tipo uns 3 minutos, distrair um bebê durante uma viagem de carro não é para qualquer um não.07072018-IMG_1405.jpg07072018-IMG_1411.jpg07072018-IMG_1415.jpg07072018-IMG_1421.jpg07072018-IMG_1432.jpg07072018-IMG_1455.jpg07072018-IMG_1473.jpg07072018-IMG_1475.jpg07072018-IMG_1478.jpg07072018-IMG_1481.jpg07072018-IMG_1512.jpg

Dia 2: Parte alta do parque nacional e trilha das prateleiras08072018-IMG_1521.jpg08072018-IMG_1545.jpg08072018-IMG_1522.jpg08072018-IMG_1526.jpg08072018-IMG_1548.jpg08072018-IMG_1564.jpg08072018-IMG_1568.jpg08072018-IMG_1573.jpg08072018-IMG_1576.jpg08072018-IMG_1617.jpg08072018-IMG_1622.jpg08072018-IMG_1629.jpg08072018-IMG_1586.jpg08072018-IMG_1653.jpg08072018-IMG_1654.jpg08072018-IMG_1656.jpg08072018-IMG_1677.jpg08072018-IMG_1684.jpg08072018-IMG_9193.jpg08072018-IMG_9196.jpg08072018-IMG_9198.jpg08072018-IMG_9224.jpg

Dia 3: Um pouco mais da parte baixa e volta para casa.09072018-IMG_9230.jpg09072018-IMG_9237.jpg09072018-IMG_9248.jpg09072018-IMG_9252.jpg09072018-IMG_9262.jpg09072018-IMG_9264.jpg09072018-IMG_9270.jpg09072018-IMG_9282.jpg09072018-IMG_9328.jpg09072018-IMG_9331.jpg09072018-IMG_9338.jpg09072018-IMG_9343.jpg09072018-IMG_9344.jpg09072018-IMG_9354.jpg09072018-IMG_9355.jpg09072018-IMG_9312.jpg

Recomendo a todos conhecerem o parque, o lugar é lindo, como deu para sentir pelas fotos a parte alta e parte baixa são completamente diferentes, e o visual é sensacional, particularmente achei muito bom ir no inverno, o clima é muito agradável para as trilhas e caminhadas, quase sem chances de chuva. Não dá para curtir uma cachoeira, mas não sei se no verão dá, talvez seja tão gelado quanto agora.

Sobre viajar com um bebê de 1 ano, é respeitar a rotina, ir preparado com comida, água, e no nosso caso a Joana já precisa de uns tempos de liberdade, então planejamos umas paradas para ela engatinhar um pouco e foi isto.

Usamos o didytai para carregar a Joana (especial agradecimento para a Milena, Tadeu, Benjamin e Manuela), e foi sensacional, usamos nas costas, na frente, ela e nós ficamos bem confortáveis e fizemos caminhadas de cerca de 3-4 horas tranquilamente.