Mais um aniversário

Percebi que encontro um gosto sempre grande por pensar que algum fato completou um ano, adoro o aniversário das coisas, dos ciclos da vida, estações, e pensar “neste dia, um ano atrás…”. Somado a este gosto, eu sou uma pessoa bem pouco instantânea, muito raramente você me verá publicar algum fato grande (ou médio, até mesmo pequeno) e marcante da vida instantaneamente, seja com palavras aos próximos, seja nas redes sociais (ou seriam comerciais?).

Tudo isto só para dizer que outro dia caminhando com o Felipe e a Joana pelo bairro, pensei que fazia um ano do nosso ensaio de gestante! E eu fiquei feliz e sorri lembrando daquilo, estas fotos tem um valor muito grande para mim! Vou juntar a este meu diário virtual, para ver quando eu venho rever parte da minha vida.

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Podia colocar mais, mas uma imagem fala mais que mil palavras, e eu não quero falar tanto assim agora.

Vou deixar aqui uma música que minha amiga de barriga Pri me mostrou, e deixar ela falar um pouco também.

Eternamente Grávida – Joyce

E bom viver, eternamente grávida
De filhos, de idéias e de sons
Em plena criação, no meio de uma festa
Que é sempre esta função de dar a luz.

Parir para mim é um prazer,
Uma eterna explosão de vida e música
Pipocando de dentro para o mundo:
Há quem diga que dói, mas eu, no fundo,
Me envolvo e mergulho de cabeça
Relaxo e aproveito o privilégio
De ser quem gera a vida e o futuro
Por mais escuro que ele nos pareça.

fotos da Irmina

Primavera-Verão 2018

Estava com saudades de fazer este tipo de postagem, compilado de fotos do que já passou, me trás tanta gratidão no coração, um sentimento que devemos sempre encorajar nestes tempos duros né.

Gratidão, pelo simples, comum, pelos ritmos da vida, os visíveis e invisíveis.

Ensina-me a contar meus dias!

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Quase todas do celular 🙂

Sacramento

Sinal visível de uma graça invisível. Era o que estava escrita na folhinha que o pastor Davi trouxe em casa, quando tomamos café e conversamos sobre o batismo.

Alguns dias depois, batizamos nossa Joana, Deus é cheio de graça!

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Foi um destes momentos que sabemos que vai ser especial, mas que quando acontece é muito mais especial do que poderíamos especular.

A reflexão traga pelo pastor foi sobre legado, dentre outras coisas, e foi bem fundo na minha alma. Quando fiquei grávida, depois do choque inicial, eu comecei a me perguntar muito que mãe eu gostaria de ser, e pensando nisso caminhei para a pergunta seguinte, que pessoa eu quero ser? Isto me levou a áreas desconhecidas, a reflexões inesperadas, e grandes mudanças (desculpa gente, eu até queria não ser clichê, mas a maternidade torna isso bem difícil).

Refletir na pessoa que eu quero ser diante da responsabilidade de criar um filho é muito diferente das reflexões diante do vestibular ou das outras crises existenciais que já vivi até o momento, por que pensei mesmo sobre legado, não é mais exatamente sobre mim esta reflexão, é sobre o outro, é sobre que lugar o mundo deveria ser, e se volta mais uma vez para mim.

Eu creio que sou caída, e que fui alcançada pela graça de Jesus, e começam aqui minhas reflexões de que pessoa quero ser.

Segue abaixo o vídeo do batismo (dá para ouvir a Joana “falando”)

Um ano

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de diferença entre estas fotos.

Expectativa e sonhos totalmente materializados em pura realidade de quase 9 kgs no meu colo.

Eu as vezes olho para Joana e não acredito que ela estava dentro de mim, esta pessoinha sorridente, mutante, demandante de atenção constante.

Penso em tudo que se passava na minha cabeça um ano atrás, planilhas com enxoval, planejamentos na agenda, a dpp, etc etc, e rio de mim mesma, sim, acho que isto é universal, nos rimos de nós mesmas, a maternidade ensina definitivamente (assim espero) que controle é uma coisa que nos não temos, fingimos que temos controle com um monte de coisa, mas um filho é tudo, menos controlável. Desde a sua concepção.

O próximo desafio será aceitar ser dispensável. Mas este requer um longo caminho ainda.

Autorretratos analógicos

Tava aqui tentando vencer a pior batalha de todos os fotógrafos, organizar os arquivos (acredito que organizar os negativos deveria ser ainda pior!), e percebi que tenho muitas selfies analógicas, tipo, devo ter mais fotos minhas analógicas do que digitais (ok, exagero, mas com certeza em proporção isto é verdade).

Deixo as analises psicológicas para quem é diplomado no assunto, vou usar esta observação apenas para colocar aqui meus auto-retratos (sic) (alguns nem tão auto assim, já que sempre rola aquela colaboração com o Felipe)04710032.JPG10690029.JPG71900016.JPG71880015.JPG31280027.JPG04710036.JPG69980005.JPG69960022.JPG69950004.JPG

 

2018

Meu Deus do céu, já é dia 7 de fevereiro.

Eu estava pensando em fazer um post, eu estava pensando em fazer vários posts, pensei que tinha uma motivação boa para escrever mais por aqui, eu queria viver aquela internet legal que existiu alguns anos atrás, dos blogs pessoais, onde nos eramos super ocupados com o que pensávamos, fazíamos, e estávamos dispostos a ensinar alguma coisa as outras pessoas, tenho a sensação que hoje a internet é uma grade vitrine (quando você escapa das discussões de ódio por aí).

Eu percebi isto quando estava costurando coisas ano passado, costurei várias roupinhas para o enxoval, e eu nunca tinha costurado uma roupa do zero, usei muito do que aprendi vendo minhas avós durante a infância e adolescência e bastante do que achei aqui na internet, mas a maior parte dos blogs e das dicas realmente boas que eu achei eram tudo de antes de 2013, e eu pensei no quanto minha própria relação com a internet mudou de lá para cá.

Resolvi que queria mudar isto de alguma forma, parei de seguir várias e várias marcas no Instagram, e quero escrever mais coisas aqui, em caráter super pessoal mesmo (a verdade é que mantenho este blog porque adoro vir aqui reler e rever as coisas, serve muito para mim mesma).

Então é isto, quero mas né, não sei quanto vou conseguir, afinal já é 7 de fevereiro, e é a primeira vez que estou conseguindo fazer isto este ano.

Até mais

Uma saudosista da internet antiga.

galhos secos e brotos novos

*Texto escrito em 26.09.2017

Título original: 365 dias

Foi uma segunda-feira de manhã. No domingo a noite uma amiga me perguntou se estávamos planejando ter filhos, eu falei que agora não, mas que queria lidar melhor com a ideia da maternidade. E enquanto falava isto, pensava na minha menstruação atrasada alguns dias e tentava não pensar.

Acordei segunda, e estava atrasada 5 dias, nunca tinha atrasado tanto, resolvemos comprar um teste farmácia, eu pensava que estava estressada e devia ser isto, que o teste ia me ajudar a tranquilizar. Mas o teste ficou com os dois riscos visíveis. Eu chorei.

A verdade é que desde que me tornar mãe passou a ser uma realidade possível na minha vida, isto sempre me amedrontou. Eu percebi dentro de mim muitos sentimentos avessos a ideia da maternidade, podia enumerar vários medos, ao mesmo tempo que tinha uma grande intuição que estes sentimentos eram um reflexo bem ruim de como a sociedade em que vivo trata o feminino e a família. Era assustador me ver tão influenciada por estas ideias.

Mas sim, elas me influenciavam, e sim, quando vi o sinal de positivo no teste eu chorei, e não foi de alegria.

Mas meu choro não tinha relação alguma com minha filha. Hoje eu entendo tudo isto tão claramente. Todos os sentimentos e pensamento eram muito mais relacionados com meus padrões de sucesso, e alguns valores em lugares errados.


Continuação 17.11.2017

galhos secos e brotos novos, foram fotos que fiz quando estava inundada por estes pensamento sobre o aniversário da descoberta da gravidez, a natureza ao me redor me falava tanta coisa!

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Amor-Doação

“(…) é um Amor-Doação, mas um Amor-Doação que precisa dar; portanto, precisa ser necessário. Mas a finalidade própria do ato de dar é deixar a pessoa que recebe num estado em que ela não precise mais de nossa doação. Nós alimentamos nossos filhos para que em breve eles sejam capazes de se alimentar sozinhos; ensinamo-los para que em breve não precisem mais de nossos ensinamentos. A missão desse Amor-Doação, portanto, é difícil. Ele precisa trabalhar para sua própria abdicação. Somos obrigados a nos tornar supérfluos. Nossa recompensa é o momento em que podemos dizer: “Eles não precisam mais de mim.” Mas o instinto, quando simplesmente em sua própria natureza, não tem o poder de cumprir essa lei. O instinto deseja o bem de seu objeto, mas não é tão simples – somente o bem que ele próprio pode dar. Um amor superior – o amor que deseja o bem do objeto como tal, qualquer que seja a origem do bem – deve intervir e ajudar ou controlar o instinto antes que a abdicação seja possível.  E é claro que muitas vezes isso acontece. ”

C.S. Lewis, no capítulo em que trata sobre a afeição, no livro  Os quatro amores  (pag 71 e 72 da 2ª edição)

Esta está sendo uma das leituras no tempo certo da vida, uma leitura sobre os quatro amores em um momento que experimento um dos amores inexplicáveis da vida!

10:59

“Uma voz forte e grave anuncia:

-10:59

Um tímido choro ecoa pela sala

O médico pergunta:

-Posso te dizer o que é?

-Claro!

-É menina!

Nos dois choramos de mãos dadas”

Isto foi o que aconteceu exatamente no instante que a Joana chegou. Nos ainda não sabíamos que ela era a Joana, eu ainda sabia muito pouco sobre a minha filha.

As fotos que estão aqui contam do dia antes deste dia e do dia em si, de todo longo trajeto que foi a chegada dela.

Então eu penso nos 60 e tantos dias que se passaram desde então, e parece que foi muito mais, parece que já foi uma vida inteira, e olhar para ela me faz pensar na vida inteira que ainda temos pela frente.

Meu irmão me perguntou: “como é ser mãe?”. Eu desconversei, falei que era uma pergunta difícil… Mas pensei, pensei, pensei, escrevi no meu diário, e continuei pensando em muitos momentos que a Joana estava no meu colo.

Até agora para mim ser mãe, é ter uma ideia de futuro e continuidade que eu nunca tinha tido antes na vida, eu olho para a Joana e penso nos dias que estão por vir, na esperança do amanhã, e encontro um grande desafio, o de ansiar mais pelo Reino do meu Salvador, isto nunca pareceu tão difícil!

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nove longos meses

“O mundo poderá se transformar. Chegaremos a Marte, Júpiter ou Netuno, mas necessitaremo sempre de nove longos meses para gerar nossos filhos, de outros nove meses para que comecem a se deslocar com autonomia e de longuíssimos anos para que sejam capazes de enfrentar o mundo sem a ajuda dos pais.”

A maternidade e o encontro com a própria sombra – Laura Gutman

40 semanas

Chegamos nas 40 semanas, e o bebê ainda está tranquilo, esperando seu tempo para chegar, enquanto isto eu estou editando as fotos destas 40 semanas e colocando no álbum do flickr, se vou acabar antes da chegada do bebê? Veremos 🙂

Clicando na foto você vai para o álbum!